DICAS TÉCNICAS

Vida Útil
Cabo de aço
Lingas de cabo de aço
Correntes
Cintas de Poliéster

Fatores que Afetam a Vida Útil dos Materiais

Não existe uma regra precisa para se determinar o momento exato da substituição de um cabo de aço ou acessório, uma vez que diversos fatores estão envolvidos. A continuidade do uso de um cabo de aço ou acessório depende da avaliação de técnico qualificado e experiente.

Porém para auxiliá-lo a Cia dos Cabos disponibiliza em nosso site dicas técnicas, que abordam desde a instalação e manutenção para que você tenha maior segurança em suas aplicações.

Inspeção Periódica:

A frequência das inspeções deve ser determinada por uma pessoa qualificada e deve estar baseada em alguns fatores tais como: a expectativa de vida do cabo determinada pela experiência anterior ou em instalações similares, agressividades do meio ambiente, relação entre a carga usual de trabalho e a capacidade máxima do equipamento e frequência de operação a trancos. As inspeções não precisam necessariamente se realizadas em intervalos iguais, e devem ser mais frequentes quando se aproxima ao final da vida útil do cabo de aço.

As inspeções periódicas devem ser realizadas por uma pessoa qualificada. Esta inspeção deve abranger todo o comprimento do cabo. Os arames externos das pernas devem estar visíveis durante a inspeção. Qualquer dano no cabo que resulte em perda significativa da resistência original deverá ser registrado e considerado o risco implicado na continuidade do uso do cabo, tais como:

  • Redução do diâmetro do cabo devido à deterioração da alma, corrosão interna/ externa ou desgaste do arames externos
  • Corrosões acentuadas ou arames rompidos junto aos terminais
  • Terminais mal instalados, desgastados, tortos, trincados ou com corrosão acentuada

Cuidados Especiais:

Devem ser tomados cuidados especiais para se inspecionar trechos do cabo que possam sofrer deterioração muito rápida, conforme segue:

  • Trechos em contato com sela de apoio, polias equalizadoras ou outras polias onde o percurso do cabo é limitado
  • Trechos sujeitos a flexões alternadas
  • Trechos do cabo que normalmente ficam escondidos durante a inspeção visual, tais como as partes que ficam sobre as polias

Para que se possam ter dados para decidir o momento adequado da substituição de um cabo de aço, deve ser mantido um registro de toda inspeção realizada. Neste registro deverão constar os pontos de deterioração listados anteriormente. Substituição do Cabo:

  • Não existe uma regra precisa para se determinar o momento exato da substituição de um cabo de aço, uma vez que diversos fatores estão envolvidos. A possibilidade de um cabo permanecer em uso dependerá do julgamento de uma pessoa qualificada. Deverá ser avaliada a resistência remanescente do cabo usado, em função da deterioração detectada pela inspeção. A continuidade da operação do cabo dependerá da sua resistência remanescente.
  • As Condições a seguir são razões suficientes para se condenar o uso de um cabo, ou para se aumentar a frequência das inspeções. Os critérios para arames rompidos, citados abaixo, se aplicam somente para cabos que trabalham em polias e tambores de aço. O usuário deve consultar o fabricante do equipamento quando forem usados outros materiais.
  • Doze arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um passo do cabo, ou quatro arames rompidos em uma única perna dentro de um passo do cabo
  • Um arame externo rompido no contato com a alma do cabo, que tenha saltado para fora do mesmo
  • Desgaste igual ou superior a um terço do diâmetro original do arame externo individualmente
  • Qualquer dano que resulte em uma distorção do cabo, como dobra amassamento ou gaiola de passarinho
  • Qualquer evidência de dano por alta temperatura
  • Deve ser dada a atenção especial para os terminais. O cabo deve ser ressoquetado ou substituído quando houver dois arames rompidos próximo ao soquete, A ressoquetagem não deverá ser feita se o encurtamento do cabo prejudicar a sua operação
  • Quando ocorrer a substituição, o novo cabo e o novo terminal deverão ter uma resistência no mínimo igual ao original do equipamento. Qualquer mudança de diâmetro, resistência ou construção deve ser previamente especificada pelo fabricante do cabo, do equipamento ou uma pessoa qualificada

Manutenção do Cabo:

  • O cabo deve ser devidamente armazenado para se evitar danos ou deterioração
  • O procedimento de retirada do cabo de uma bobina ou de um rolo deve obedecer a recomendação do fabricante. Deve-se tomar cuidado para evitar nós ou introdução de torção no cabo
  • Antes de se cortar o cabo devem ser tomadas as precauções para evitar o desenrolamento das pernas
  • Durante a instalação devem ser tomadas precauções para evitar o atrito do cabo com o chão, ou sobre objetos que possam raspar, amassar ou formar cantos vivos
  • O cabo deve ser mantido sempre bem lubrificado. O lubrificante aplicado na manutenção deve ser compatível com o lubrificante original. O lubrificante não deve impedir a inspeção visual do cabo. Os trechos do cabo que estiverem localizados sobre polias ou pouco visíveis, durante a inspeção e manutenção, requerem atenção especial quando os cabos forem lubrificados. A finalidade da lubrificação do cabo é de se reduzir o atrito interno e prevenir contra a corrosão

Operação – Fixação da Carga:

  • O Cabo de elevação não deve ter dobras ou distorções e não deve ser usado para amarração da carga
  • A Carga deve ser fixada ao gancho do equipamento, através de laços ou outros acessórios

Formas Corretas de Utilização e Armazenamento

Dicas técnicas | Cia dos Cabos

Inspeção:

Inspeção Frequente: todos os laços devem ser inspecionados visualmente pelo usuário antes de cada utilização. Esta observação visual deve-se preocupar em detectar deformações que possam causar riscos imediatos conforme listados a seguir:

  • Distorção do cabo: dobras, amassamentos, alongamento do passo, gaiola de passarinho, perna fora de posição ou alma saltada. A redução do diâmetro do cabo em pequenos trechos, ou desigualdade entre as pernas devem ser analisadas cuidadosamente podendo gerar a substituição do laço
  • Corrosão em geral
  • Pernas rompidas ou cortadas
  • Número, distribuição e tipo de ruptura de arames visíveis

Inspeção Periódica:

A inspeção deve ser realizada regularmente por uma pessoa responsável e a sua frequência deve estar baseada nos seguintes aspectos:

  • Frequência de uso do laço
  • Severidade das condições de trabalho
  • Tipos de movimentação de carga
  • Experiência anterior com outros laços usados em serviços similares

As Inspeções Periódicas devem ser feitas pelo menos anualmente e deve haver um registro que servirá de referência para futuras avaliações. As inspeções devem ser feitas no comprimento total do laço, incluindo o traçado, terminais e acessórios.

Qualquer deterioração que provoque redução de carga de ruptura do laço deve ser analisada cuidadosamente para se avaliar o risco de continuar com o laço em uso.

Critérios para Substituição:

Não existem regras fixas para determinação do momento exato da substituição de um laço em uso, uma vez que diversos fatores estão envolvidos. A segurança nestes casos depende de uma boa avaliação feita por uma pessoa autorizada, para se determinar a resistência remanescente de um laço que tenha sofrido algum tipo de desgaste ou deterioração. O fator de segurança de um laço depende exclusivamente desta resistência remanescente:

Estão listadas a seguir algumas condições que são suficientes para comprometer a segurança de um laço e, portanto, devem ser consideradas para a sua substituição:

  • Dez arames rompidos distribuídos aleatoriamente em 1 passo do cabo de aço, ou 5 arames rompidos em uma mesma perna dentro de 1 passo de cabo
  • Desgaste acentuado localizado
  • Dobras, amassamentos, gaiolas de passarinho ou qualquer outro tipo de dano que tenha resultado na distorção de estrutura do cabo de aço
  • Evidência de dano por alta temperatura
  • Terminais e acessórios que estejam trincados, deformados ou desgastados
  • Os ganchos devem ser inspecionados conforme ASME/ASI
  • Corrosão acentuada no cabo de aço ou acessórios
  • Critérios de substituição para laços do tipos ”Cable-Laid” e “Brainded Sling”

Recomendações para Utilização dos laços:

  • Os laços devem ser escolhidos nas tabelas de carga conforme tipo de carga, amarração e ambiente de trabalho
  • O peso da peça a ser levantada deve ser compatível com a carga de trabalho do laço
  • O comprimento dos laços não devem ser encurtados ou alongados através de nós, grampos (clips) ou qualquer outro método que não seja aprovado pelo fabricante do laço
  • Os cantos vivos, em contato com o laço, devem ser protegidos com material de resistência suficiente para minimizar o dano do laço
  • As pessoas não devem em nenhuma hipótese se pendurar nos laços
  • Devem evitar qualquer tipo de trancos na carga
  • O laço não pode ser puxado de baixo da carga quando esta estiver apoiada sobre laço
  • Os laços devem ser armazenados em áreas onde não estejam sujeitos a deformações, ação corrosiva, umidade, alta temperatura e dobramento
  • A carga deve ser centralizada na base do gancho para se evitar carga na ponta do mesmo, a não ser que o gancho tenha sido especificamente projetado para isso
  • Os laços não devem sofrer atritos com o chão ou qualquer superfície abrasiva
  • Num Sistema de amarração tipo forca, os laços devem ter comprimento para que o acessório (Gancho corrediço) da forca fique em contato com o corpo do cabo e nunca contra outro acessório
  • Nunca se deve inspecionar os laços passando as mãos sem proteção pelo cabo, arames partidos podem causar acidentes

Recomendações gerais:

  • Mantenha um registro de todas as lingas em uso.
  • Certifique-se que a linga de corrente seja a que foi solicitada e que todos os acessórios e a corrente estejam marcados com a identificação da Cia dos Cabos.
  • Certifique-se que o certificado de fabricação e a declaração de conformidade dCEO estejam em ordem.
  • Certifique-se que a identificação e o limite de carga de trabalho na etiqueta de identificação da linga de corrente sejam registrados.
  • Certifique-se que o pessoal que utiliza as lingas de corrente recebeu instrução e treinamento adequados.

Proteja-se e aos outros:

  • Verifique o peso da carga e seu centro de gravidade. Certifique-se que o mesmo possa mover-se e que nenhum obstáculo obstrua a elevação.
  • Prepare o local de descarga.
  • Nunca use uma linga sem uma etiqueta legível da carga de trabalho.
  • Nunca sobrecarregue uma linga e evite carga de choque.
  • Nunca use uma configuração inadequada de linga.
  • Nunca use uma linga desgastada ou danificada.
  • Nunca suba ou fique sobre a carga.

Antes de usar:

  • Verifique a corrente e acessórios, observando desgastes, entalhes, rachaduras, rupturas, fissuras, alongamento, dobramentos, respingos de solda. Descoloração por temperatura excessiva e abertura dos ganchos.
  • Articulação entre corrente, acessórios e elos devem ser livres.
  • Quando houver travas nos ganchos, estas deverão trabalhar livremente e se assentar adequadamente sem evidência de distorção permanente.

Manutenção:

Uma inspeção completa deve ser feita no mínimo a cada 12 meses, ou mais frequentemente de acordo com as normas do local, tipo de uso e experiência passada.

  • Devem ser substituídas as correntes com elos deformados, com rachaduras ou fissuras, assim como qualquer acessório, como anéis deformados, ganchos abertos ou qualquer outro elemento que demonstre sinais de danos.
  • O desgaste das correntes e acessórios não deverá exceder em qualquer ponto, 10% das dimensões originais. O desgaste Máximo de 10 % é definido como a redução do diâmetro médio nas duas direções.

Inspeções:

A inspeção preventiva é de fundamental importância para a manutenção dos níveis de segurança e economia. As cintas devem ser examinadas em intervalos regulares, dependo da frequência de uso e por pessoa treinada. Critérios de inspeções de Rotina:

  • Colocar a cinta em uma superfície plana
  • Examinar com atenção ambos os lados
  • Examinar cuidadosamente os olhais
  • Examinar cuidadosamente as proteções e os acessórios se houver
  • Todo o pessoal envolvido com o uso e as inspeções deve ser treinado

Cinta Gasta Por Abrasão:

Mesmo que os externos não cheguem a se romper, podem atingir um ponto de desgaste que diminui o coeficiente de segurança da cinta, tornando seu uso precário à segurança. Em situações de desgaste excessivo por abrasão, solicitar proteções. Não utiliza cintas onde o desgaste por abrasão seja maior que 10% da espessura original da cinta. Corte no sentido longitudinal:

Ocorre geralmente quando à cinta é utilizada em contato com área não plana da carga. Nunca utilizar cinta sem proteção em carga que tenha a largura inferior à da cinta. Na ocorrência de corte no sentido longitudinal, onde o corte ultrapasse 10 % da largura da cinta , a mesma deve ser retirada de uso.

Condições de Segurança:

Deve-se seguir as dicas abaixo para obter maior vida útil e segurança da cinta:

  • Conhecer o peso e o centro de gravidade da carga
  • Verificar condições de embalagens ou amarração da carga
  • Preparar o local de destino
  • Colocar o gancho de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga
  • Nunca sobrecarregar o sistema ou equipamento de elevação
  • Posicionar a cinta corretamente na carga
  • Em longos percursos de movimentação ou para cargas assimétricas, utilizar guia não metálica na condução
  • Se a Carga pender, baixá-la imediatamente
  • Operar a movimentação com suavidade, evitando movimentos bruscos
  • Nunca utilize cintas avariadas
  • Avise a todos os envolvidos e todos que estiverem na área de risco
  • A sinalização ao operador deve ser feita por uma única pessoa
Av. Jornalista Paulo Zingg, 620 - Jaragua - SP - Cep: 05157030 Tel.: (11) 3936-3131
MKT Criação de Sites - Cia dos Cabos - Todos os direitos reservados.